Mostrando postagens com marcador Crime_da_semana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crime_da_semana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, julho 18, 2007

Crime da Semana - 17julho2007



Saga Imigrante
Do fim da era dos samurais à violência da São Paulo atual, da repulsa inicial ao estilo de vida do Ocidente aos casamentos miscigenados, Saga é um romance histórico sobre a imigração japonesa no Brasil. Por meio dos dramas e conflitos de quatro gerações de uma família, a trama mescla suspense com uma sensível reflexão sobre as diferenças étnicas e os limites entre tradição e preconceito, além de constituir uma bela introdução à admirável cultura do país do Sol Nascente. saiba mais...

“As histórias dos livros de Ryoki Inoue são de tirar o fôlego. Como os eventos ocorrem em minutos e dias, Ryoki faz os batimentos cardíacos dos leitores aumentarem. É difícil interromper a leitura por causa da narração que acontece como num filme, como no bom cinema americano com todos os ingredientes repletos de sexo, corrupção, violência, política, espionagem e um final surpreendente. Ryoki é o Pelé da literatura.” Alexandre Garcia, no prefácio do milésimo livro escrito por Ryoki Inoue

quinta-feira, julho 12, 2007

Crime da Semana - 11julho2007



O Último Homem em Berlim é uma história excitante sobre sexo, perversão e assassinatos em uma cidade tomada por medo e frenesi em pleno despertar do movimento nazista. Em um lugar onde cabarés lúgubres dominam a noite e maníacos circulam incólumes, somente um homem é capaz de capturar um assassino pervertido. E mesmo ele fica chocado ao descobrir até onde pode chegar a influência da maldade e da política naquela obscura Berlim.Em O Último Homem em Berlim, Gaylord Dold evoca o espetáculo macabro que foi a Berlim de Hitler, Goebbels e Goering. Por meio da riqueza de detalhes meticulosos e de uma habilidosa narrativa, Gaylord criou uma obra que é, ao mesmo tempo, eloqüente e arrepiante até a última página. saiba mais...

"A prosa lírica e estilizada de Dold é de uma qualidade raramente encontrada em qualquer gênero." Publishers Weekly

"Gaylord Dold é um daqueles escritores incansáveis que ajudam a impedir que o gênero se desgaste." New York Times Book Review

quarta-feira, junho 27, 2007

Crime da Semana - 27junho2007



Para ver e para ler Guillermo Arriaga é muito mais conhecido no Brasil como roteirista que como escritor. Afinal, ele criou as histórias de filmes como Babel, 21 gramas, Três enterros e Amores brutos. Tem um porém, entretanto: ele faz questão de se chamar de escritor, pura e simplesmente. O trabalho com roteiros o torna, segundo suas palavras, um "escritor de cinema", pois considera o trabalho criativo para um roteiro ou para um romance, uma tarefa equivalente de produção artística. Arriaga já tem dois romances traduzidos no Brasil, O búfalo da noite, lançado aqui em 2002 pela Gryphus e Um doce aroma de morte, recém-publicado pela mesma editora. Escreveu ainda o romance Esquadrão Guilhotina e a coletânea de contos Retorno 201. Aos 49 anos, é um dos autores mais consagrados da moderna literatura mexicana. Mas, antes, tentou ser pugilista e jogador de futebol. Formou-se pela Universidad Iberoamericana e lecionou ali história da comunicação. saiba mais...
Fonte: Revista Cult (junho/2007)



Guillermo Arriaga e o triunfo da mentiraNa manhã de um domingo muito abafado, Ramón ouve um grito desesperado: garotos descobriram o cadáver da jovem Adela em um campo de cereais. Ao chegar lá, a vida de Ramón toma um novo curso no instante em que ele cobre com sua camisa o corpo nu da morta - o gesto alimenta um boato de que Adela era sua namorada. A partir desse momento, os fatos se desencadeiam irremediavelmente e Ramón, viúvo forçado, se vê obrigado a vingar a morte da jovem. "Mesmo sabendo que se trata de uma mentira, ele passa a conduzir sua existência por meio de um amor inexistente", comenta o mexicano Guillermo Arriaga, autor de Um doce aroma de morte (Gryphus, 172 pp.), que narra o trágico destino de Ramón e Adela. Arriaga é um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty, a já tradicional Flip, que ocorre entre 4 e 8 de julho/2007. saiba mais...
Fonte: O Estado de S. Paulo - por Ubiratan Brasil

terça-feira, junho 12, 2007

Crime da Semana / 12junho2007



"O estilo Chandler é uma carregada mistura de espiritualidade lacônica e poética que reinventa os ritmos narrativos existentes... Uma prosa que é um dos mais eficientes instrumentos da nossa história literária." (Ross MacDonald)

"Inteligente, cortês, aventureiro, sentimental, cínico e rebelde: assim Chandler criou o derradeiro herói americano." (Robert B. Parker, The New York Times Book Review)

"A prosa de Chandler ergue-se até as alturas de uma involuntária eloqüência, e, em estado de choque, nos damos conta de estar na presença não apenas de um mero contador de histórias, mas de um verdadeiro estilista, um escritor dotado de uma visão." (Joyce Carol Oates)

segunda-feira, maio 28, 2007

Crime da Semana / 22maio2007



Em terra sem crime, escritor de policiais é rei
A ficção policial encontra sempre um lugar de destaque nas livrarias de Estocolmo, na Suécia. Em algumas delas, existem basicamente três seções: ficção, não-ficção e "deckare", como a ficção policial é chamada por aqui. E não são apenas escritores estrangeiros. Autores suecos de literatura policial proliferam pelas estantes nórdicas, alguns com grande sucesso no exterior ou nas telas de cinema. É o caso, por exemplo, de Henning Mankell, que o público brasileiro pode conferir em A Leoa Branca, Assassinos Sem Rosto, Os Cães de Riga e O Homem que sorria, todos publicados pela Cia. das Letras. Outro autor importante é Håkan Nesser ("å" pronuncia-se como "ó" em português), cuja obra A Rede, a editora Objetiva lançou no ano passado no Brasil. Não deixa de ser interessante que um país que apresenta uma das menores taxas de criminalidade do mundo valorize tanto literatura policial. Enquanto os jornais locais são obrigados a dar destaque a crimes como o roubo de carrinhos de bebês (sem os bebês, claro!), a literatura policial sueca pode viajar em crimes mais "hediondos". Segundo o editor de uma importante casa editorial sueca, "é melhor escrever sobre o crime do que praticá-lo". Difícil discordar. (Fonte: PublishNews - por Carlo Carrenho, de Estocolmo)

sexta-feira, maio 11, 2007

Crime da Semana / 10maio2007



Mortalha não tem bolso, de Horace McCoy: sexo, humor e antifacismo
Idealismo não enche bucho de repórter — a não ser de balas. É o que parece afirmar Horace McCoy, autor do amargo A Noite dos Desesperados. Em Mortalha Não Tem Bolso, McCoy reporta a saga do donjuán Mike Dolan, jornalista que, entre socos, garotas e credores, pretende, com sua revista, derrubar a corrupção de uma cidade dos EUA. É a clássica história do herói americano lutando só contra todos, aqui em ritmo de filme noir, embebida por generosas doses de sexo e humor e temperada por um forte antifascismo (McCoy foi um dos primeiros jornalistas a alertar contra Hitler). Pela primeira frase você saca o estilo: “Quando Dolan recebeu a chamada para se apresentar na sala do editor-chefe, sabia que isso significava o fim, e, durante todo o tempo em que subiu as escadas, só ruminava uma idéia: já não havia mais colhões no jornalismo atual”. Atual? Mas ele escreveu isso em 1937... (Fonte: Revista Trip - por Ronaldo Bressane)