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quinta-feira, junho 18, 2009

Resenha: Uma Janela em Copacabana, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

Ecos dos mestres

Sinopse: Três policiais assassinados. Embora em locais diferentes, o método utilizado e a falta de testemunhas é o que liga os crimes e chama a atenção de Espinosa. Conforme a investigação avança, o delegado percebe que outros policiais podem estar implicados enquanto ele próprio se envolve com mulheres lindas e perigosas.

No quarto livro escrito por Garcia-Roza (Achados e Perdidos), Espinosa está às voltas com uma investigação bastante delicada. A morte de três colegas causa um rebuliço em toda a polícia, que não sabe se deve suspeitar de criminosos ou de mandantes pertencentes à própria corporação. É justamente isso, o fato de haver tanta desconfiança entre colegas, que faz com que Espinosa passe a questionar seu trabalho.

Em Uma Janela para Copacabana, o que o leitor encontra é um profissional desanimado, cuja rotina de trabalho está matando o espírito que originalmente foi o estímulo para Espinosa se tornar um policial honesto e respeitado. Ainda assim, o delegado se dedica a desvendar o mistério por trás das mortes dos colegas com o mesmo profissionalismo que acompanhamos desde O Silêncio da Chuva. Encarregado de uma força-tarefa que deve investigar seus iguais, Espinosa passa a maior parte do livro arisco, atento a tudo e a todos, pisando em ovos, como se diz por aí.

Neste livro, há três personagens femininas bastante importantes. A primeira é Irene, que Espinosa conheceu em Vento Sudoeste e com quem continua a se encontrar em uma espécie de namoro light. Irene funciona como um contraponto para a vida profissional de Espinosa. É na presença dela, nas conversas com ela, que Espinosa desenvolve suas teorias e de quem obtém uma perspectiva externa dos crimes.

A segunda personagem é Celeste, namorada de um dos policiais assassinados e cuja presença, mais etérea que corpórea, é espreita constante na narrativa. Numa analogia ao angustiante livro de Cornell Woolrich, A Dama Fantasma (Phantom Lady)*, Celeste é capaz de aparecer com as respostas de que o delegado precisa apenas para, no minuto seguinte, desaparecer e gerar mais dúvidas ainda.

Por fim, a terceira mulher, Serena. Impossível não se lembrar de Lisa Fremont, de Janela Indiscreta (Rear Window, 1954). Não que Serena seja elegante ou refinada como Grace Kelly, mas a obsessão que desenvolve em relação à vigília da janela do apartamento em frente ecoa a trama de Hitchcock. Serena é, na verdade, mais uma vítima da investigação de Espinosa. Ao mesmo tempo em que tenta desempenhar o papel de mulher fatal, a tentação que o delegado vacila entre combater e abraçar, Serena é envolvida em uma trama muito mais complexa do que ela poderia esperar e da qual não sabe se defender.

Como em Vento Sudoeste, o final é nebuloso, mas, de novo, pouco importa. Garcia-Roza quebra os paradigmas da literatura policial clássica e nos mostra que contar uma história pode ser tão ou mais interessante que seu desfecho.

*Espinosa compra o livro de Woolrich em um sebo, depois de ler o título do primeiro capítulo, que evoca uma contagem regressiva até a execução da sentença de morte do narrador. O autor norte-americano Cornell Woolrich é autor de inúmeros romances e contos, muitos dos quais foram adaptados para o cinema. Um dos mais famosos é “It Had to Be Murder”, que originou o já mencionado Janela Indiscreta, no qual este Uma Janela em Copacabana claramente se inspira.

Resenha publicada originalmente no site Homem Nerd.

segunda-feira, junho 01, 2009

Literatura: Vento Sudoeste, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

O meio justifica os fins

Sinopse: No dia de seu aniversário, Gabriel ouve a previsão de que cometerá um assassinato antes de completar mais um ano de vida. Apavorado, o rapaz procura o delegado Espinosa para pedir que ele investigue o crime, que ainda não ocorreu. Gabriel também não sabe quem será a vítima ou por que tentará matá-la.

No terceiro livro de sua carreira, Luiz Alfredo Garcia-Roza dá espaço para que sua experiência como psicólogo e psicanalista influencie sua escrita de maneira incisiva, o que não é um defeito. Muitos estudiosos brasileiros, quando resolveram deixar de lado o meio acadêmico para se dedicar à escrita de ficção, ainda que temporariamente, optaram pela literatura policial e por situar a narrativa em ambientes que lhe são familiares. A professora de Direito da USP, Ada Pellegrini Grinover, escolheu esse caminho em Morte na USP, assim como o antropólogo Reginaldo Prandi (autor de livros sobre orixás e religiões africanas) com seu Morte nos Búzios, para citar apenas dois exemplos. Assim, é muito bem-vinda o viés analítico que Garcia-Roza imprime a Vento Sudoeste.

A premissa do livro já parece coisa de gente, digamos, desprovida de funções psicológicas normais, para usar uma linguagem politicamente correta. Espinosa é convocado a investigar um crime que ainda não ocorreu, do qual vítima, motivo e modus operandi são desconhecidos e cujo delator é o próprio assassino que ainda não o é.

Excepcionalmente, o interessante neste livro não é o desvendar do crime em si, atrativo de toda história policial, mas a escalada da paranoia de Gabriel e sua luta interna para não deixar que a predição do vidente se concretize. Mais uma vez, a escolha do foco narrativo na terceira pessoa e de forma onisciente permite que o leitor entre na mente de Gabriel e acompanhe a dimensão que o rapaz dá à previsão do vidente e como ele permite que isso se torne o centro de sua existência. É também o recurso do narrador onisciente que dá ao leitor pequenas pistas da personalidade de Gabriel e de sua mãe.

Dona Alzira, mãe de Gabriel, aliás, é outros quinhentos. Muito bem construída, a personagem pouco se faz notar, mas de maneira sorrateira adquire importância e explode diante dos olhos do leitor, que se pegará voltando as páginas para conseguir entender como não percebera antes a mudança que acaba de se operar.

Duas coisas ainda valem a pena ser ditas sobre Vento Sudoeste, uma boa e outra não tão boa. A não tão boa é que a personagem feminina bola da vez para Espinosa deixa muito a desejar se comparada a Bia Vasconcellos e Alba (de O Silêncio da Chuva) e Flor (de Achados e Perdidos). Irene não tem a elegância, a agressividade ou o traquejo de nenhuma de suas antecessoras.

O que resta de bom para ser destacado é, mais uma vez, a ousadia do autor. Se em O Silêncio da Chuva, ele conta o final antes mesmo de o livro começar, em Vento Sudoeste o livro termina, mas o leitor não tem certeza do que aconteceu. Nesse caso, pouco importa o fim, é o meio com que chegamos lá que faz a diferença quando se trata de Garcia-Roza e do delegado Espinosa.

Resenha publicada originalmente no site Homem Nerd.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Garcia-Roza passa pelas oitavas

Inspirada pelo Tounament of Books, criado em 2005 pela revista eletrônica norte-americana The Morning News em parceria com a livraria Powell's, a Copa de Literatura Brasileira chega a sua segunda edição.

Dezesseis livros foram escolhidos entre os diversos lançamentos de 2007 e disputam o prêmio em quatro rodadas. A cada jogo, dois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. Cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.

Os leitores podem acompanhar o resultado dos embates e comentar as resenhas escritas pelos jurados.

Em um "jogo morno, típico de início de temporada", o jurado Felipe Charbel deu a vitória a Luiz Alfredo Garcia-Roza, com Na Multidão, contra Era no Tempo do Rei, de Ruy Castro.

Garcia-Roza enfrentará nas quartas-de-final o vencedor do jogo entre Maisquememória, de Marcelo Backes, e Sonho de uma Noite de Verão, de Adriana Falcão. É esperar para ver e continuar torcendo pelo Delegado Espinoza.

terça-feira, abril 29, 2008

Lançamentos Companhia das Letras

E no mês de abril a Companhia das Letras traz duas novidades interessantes.

A primeira é Jonas, o Copromanta, de Patricia Melo. A autora de Mundo Perdido e Elogio da Mentira lança uma história algo metaliterário, já que o personagem principal trabalha na Biblioteca Nacional e é fa de Rubem Fonseca.

Ainda não li, mas não estou muito animada. Lerei e prometo comentar aqui. Devo dizer que desde Valsa Negra não ando muito empolgada com a escrita da autora.

Lembro-me de que quando li O Matador eu passei dias impressionada com a força da história e avassalada pela crueza dos personagens. Eu adorei. Por isso, e só por isso, continuo a ler Patricia Melo. Na esperança de reencontrar gente como Máiquel em suas páginas.

E.T. Não sei o que é copromanta, mas se você quiser saber mais sobre o livro, pode ler esse textículo do Estadão.


A outra novidade é garantia de boa leitura. Assinaturas e Assassinatos é o quarto livro de John Dunning protagonizado por Cliff Janeway, o livreiro de Denver.

Quem já leu Edições Perigosas, Impressões e Provas ou A Promessa do Livreiro, sabe do que estou falando. Quem ainda não leu está esperando o quê?

terça-feira, abril 15, 2008

Literatura: O Executante, de Rubem Mauro Machado

Noir à brasileira

Sinopse: Pela primeira vez em livro, a reunião de três histórias de suspense escritas por Rubem Mauro Machado, vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance em 1986, com A Idade da Paixão.

Antes de iniciar o livro, uma nota do autor alerta que as três histórias foram escritas em épocas diferentes e compiladas no volume que o leitor tem em mãos. Em comum, além do fato de o cenário ser o Rio de Janeiro, a violência que “[...] deve ser antes de mais nada imputada ao tipo de sociedade em que vivemos.” O leitor já sabe, então, que não encontrará nada que se pareça com os insípidos crimes ingleses tradicionais.

As duas primeiras histórias, apesar de independentes, possuem personagens em comum: o repórter policial Hipólito Moura e o detetive Rodolfo da 13ª DP, amigos e colegas que se encontram uma vez por semana para trocar detalhes sobre as investigações mais importantes da cidade. Se Sam Spade (O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett) ou Philip Marlowe (O Longo Adeus, de Raymond Chandler) tivessem algum senso de humor ou de sarcasmo brasileiro, estariam lado a lado com o jornalista e o policial.

“A carícia da serpente” descreve a investigação, feita pelo jornalista, da tentativa de assassinato de um figurão. Hipólito é hilário, se me permitem o trocadilho ruim. Não no sentido escancarado e pastelão, mas na forma como derruba suas palavras e opiniões no papel, sem pudores. Na minha cabeça, a figura dele se assemelha ao Ed Mort, de Luiz Fernando Veríssimo, mas bem mais esperto.

“Assassinato em Copacabana” é uma história de amor e morte na noite carioca, protagonizada por Rodolfo. Ao contrário do amigo-quase-irmão Hipólito, Rodolfo é mais sério, já foi casado, tem uma filha. Nele, os desejos estão mais latentes e o clima de sexo é presente em toda a narrativa.

A terceira história, que dá nome ao livro, narra a chegada de um pistoleiro de aluguel americano, que vem ao Brasil para uma missão misteriosa. A descrição do pistoleiro nos é dada pela opinião dos que entram em contato com ele e é muito interessante observar como Felipe, o brasileiro encarregado de guiar o americano, ora se comporta como dono e senhor da situação, ora é subjugado pelo matador.

As três histórias são excelente exemplos da aclimatização do policial noir francês e do hard-boiled americano à realidade brasileira.

Resenha publicada originalmente no site Homem Nerd.

quinta-feira, abril 10, 2008

Entrevista com Luis Eduardo Matta

Luís Eduardo Matta é o autor de 120 horas, thriller bem bacana que se passa na Europa e no Oriente Médio. Defensor da literatura de entretenimento brasileira, é colunista do Digestivo Cultural.

Aqui você lê uma entrevista feita recentemente com o escritor.

quarta-feira, março 26, 2008

Entrevista com Flávio Moreira da Costa

O organizador de antologias como Crime à Brasileira e Crime Feito em Casa concedeu uma entrevista bastante interessante para o site da Editora Record.

Para ler, clique aqui.

sexta-feira, março 14, 2008

Lançamento O mistério da 13a. letra

Conforme antecipamos aqui, já chegou às livrarias o livro de estréia de Andre Esteves, O mistério da 13a. letra. E chegou fazendo barulho: já está na lista dos mais vendidos da Saraiva e da Fnac! Segundo o autor, dados obtidos com a Saraiva mostram que o livro é o terceiro mais vendido, na categoria romances policiais.

O livro conta a história de Mauricio Ramos, advogado criminalista contratado para defender a bela Ana Lucia, por quem se apaixona perdidamente. Confira a sinopse da página da editora:

Maurício Ramos é um advogado insatisfeito com os rumos de sua vida, tanto profissional como pessoal. O estímulo para a mudança vem ao ser convocado a defender Ana Lúcia, uma cientista famosa e deslumbrante, pela qual se apaixona loucamente.
A partir daí ele se divide entre o sentimento recém-descoberto e a repulsa por ser a mulher, ao que tudo indica, uma fria criminosa, acusada de duplo homicídio. A investigação se reveza com inteligentes jogadas jurídicas, encomendas misteriosas, perseguições religiosas, traições e palavras de incentivo, chegando a seu ápice durante o julgamento, momento em que as estradas para a solução dos crimes se multiplicam e se entremeiam.
A verdade, no entanto, mostra-se muito mais aterradora e surpreendente, levando o leitor a um estado de deslumbramento mental. Maurício, de seu papel de investigador, é lançado numa corrida de vida e morte, na qual o perigo e a ajuda podem vir dos locais mais improváveis.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Andross recebe originais

A Andross Editora está recebendo originais de contos sobrenaturais, de suspense e de terror para uma antologia que será lançada em julho de 2008, com o título CAMINHOS DO MEDO.


A editora pretende que o livro seja destaque em seu estande na 20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 14 a 24 de agosto de 2008.


Quem quiser dar uma olhada, o projeto gráfico da capa está aqui.


Para submeter um conto para avaliação, clique aqui.

Lemniscata na mídia

O livro Lemniscata, lançado pela Suma de Letras em dezembro passado e de que já falamos aqui, está recebendo bastante atenção da mídia.

O autor Pedro Drummond recebeu a equipe do Bom Dia São Paulo no dia do lançamento, na Livraria da Vila Lorena, para uma exclusiva. Domingo passado, foi a vez de Fausto Silva apresentar a obra para seus telespectadores. Confira:


terça-feira, janeiro 29, 2008

Reflexões sobre a literatura policial brasileira

Dois textos interessantes sobre a literatura policial brasileira contemporânea:

Olivia Maia, no Le Monde Diplomatique Brasil, em 18 de janeiro;

Paulo Polzonoff, comentando o texto da Olívia em seu blog, hoje.

Leiam, comentem, fomentem!

domingo, janeiro 27, 2008

Lançamentos Companhia das Letras

O boletim de Janeiro da editora traz algumas novidades para a literatura policial:

Caso perdido, de Carl Hiassen

Jack Tagger, ex-peso pesado do jornalismo investigativo, por conta de desaforos dirigidos ao magnata que controla o jornal se vê rebaixado à seção de obituários. Mas eis que um morto semi-ilustre cai em suas mãos: Jimmy Stoma, líder de uma banda hardcore dos anos 80, que se afogou nas Bahamas em circunstâncias um tanto misteriosas.
Tagger, fã de carteirinha da velha banda, não se contenta em digitar um simples necrológio e resolve ir fundo no caso Stoma, onde fareja crime em estado puro e a possibilidade de reerguer sua combalida carreira jornalística.
O caminho para chegar aos fatos é cheio de ciladas, e várias vezes Tagger tem de usar os punhos para se safar das mais inesperadas agressões. E não só os punhos: um lagarto morto e congelado, por exemplo, mostrará sua eficácia como arma no combate a seus violentos oponentes. Outro empecilho nas investigações de Jack Tagger é sua bela e jovem editora, que não larga do seu pé e, eventualmente, também do seu coração. Está montada a equação para mais uma deliciosa e empolgante aventura tipicamente hiaaseniana.

Morte e julgamento, de Donna Leon

O comissário Guido Brunetti, da polícia de Veneza, tem estado um pouco estranho ultimamente, enojado com a infiltração generalizada de criminosos na sociedade italiana; mesmo assim segue investigando seus casos e tentando criar os filhos da melhor forma possível.
A vítima da vez é Carlo Trevisan, eminente advogado local, com clientes entre os ricos e poderosos. O que a investigação revela, entretanto, é uma rede de corrupção complexa e perigosa, cujas raízes se estendem para além do que o comissário havia imaginado. Como os canais de Veneza, cenário da trama, que escondem uma teia de conexões ocultas e freqüentemente malcheirosas, as relações entre os mortos - plural, porque rapidamente aparecem mais cadáveres - apontam para um imbróglio de violência, crimes e crueldade muito mais amplo e aterrador do que o assassinato inicial podia indicar.
Se, mesmo embotado pelos escândalos do governo, Brunetti se mantinha um policial dedicado, quando o horror que investiga atinge sua própria família, ele toma como questão pessoal esclarecer o crime.

No inferno, de George Pelecanos
Previsão de lançamento: 29 de janeiro

O detetive Derek Strange e seu parceiro Terry Quinn percorrem novamente os labirintos da periferia de Washington atrás de uma garota aliciada para a prostituição e dos assassinos de um menino do time de futebol americano organizado por Strange.

A grande arte, de Rubem Fonseca (edição de bolso)

Apenas a letra P, traçada a ponta de faca no rosto de uma prostituta assassinada. "Não haveria impressões digitais, testemunhas, quaisquer indícios que o identificassem. Apenas sua caligrafia."Para decifrar essa escrita perversa, o advogado Mandrake - um dos grandes personagens da nossa literatura contemporânea - lança-se em uma frenética aventura pelo lado sombrio da metrópole, enquanto, de mão em mão, as facas cumprem sua faina silenciosa e mortal.
A grande arte, publicado originalmente no final de 1983, permaneceu durante meses na lista dos livros mais vendidos do Brasil. A crítica, que já tinha os contos de Rubem Fonseca em alta consideração, acolheu o romance com entusiasmo, tanto no Brasil como no exterior.
A grande arte virou filme de Walter Salles em 1991, com roteiro baseado no romance de Rubem Fonseca.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Está previsto para fevereiro o lançamento do livro O mistério da 13a. letra, de Andre Esteves de Andrade, amigo deste blog e responsável pelo Beco do Crime.



Assim que soubermos a data exata do lançamento, avisaremos vocês!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Entrevista com Tony Bellotto

Em entrevista realizada em Curitiba, Tony Bellotto fala sobre violência e seu último livro Os insones, e também sobre as diferenças entre fazer música e fazer literatura.





segunda-feira, novembro 26, 2007

Lançamento

Sujeitos, elementos e magarefes, leitores de plantão:

Em breve estará disponível Lemniscata, livro de estréia de Pedro Drummond, a ser lançado pela editora Objetiva em dezembro.

O enredo bem humorado e com final surpreendente trata de Daniel Dorff, um pesquisador canadense que se torna o pivô de um grande mistério envolvendo sua família. Christian, seu irmão mais velho, professor da Universidade de Toronto, é preso sob a identidade de outro homem e recebe uma séria ameaça. A preocupação maior de Christian agora é proteger sua sobrinha Lorena, que está correndo perigo.

O livro é um autêntico thriller. O gênero ainda engatinha no Brasil, apesar de os leitores brasileiros serem grandes admiradores das aventuras norte-americanas. É de gente como Pedro Drummond e A.J. Barros (autor de Conceito Zero) que precisamos para criar raízes para o thriller tupiniquim.

terça-feira, outubro 30, 2007

Rubem Fonseca na Época

A revista Época destaca o livro O romance morreu, de Rubem Fonseca, como o livro da semana. Vale a pena conferir a resenha nas bancas, ou aqui (se você for assinante do Globo.com), nem que seja para ver as fotos do recluso escritor, em uma recente viagem que fez por Israel.

Para saber mais, visite o blog do mestre no Portal Literal.

quarta-feira, julho 18, 2007

Crime da Semana - 17julho2007



Saga Imigrante
Do fim da era dos samurais à violência da São Paulo atual, da repulsa inicial ao estilo de vida do Ocidente aos casamentos miscigenados, Saga é um romance histórico sobre a imigração japonesa no Brasil. Por meio dos dramas e conflitos de quatro gerações de uma família, a trama mescla suspense com uma sensível reflexão sobre as diferenças étnicas e os limites entre tradição e preconceito, além de constituir uma bela introdução à admirável cultura do país do Sol Nascente. saiba mais...

“As histórias dos livros de Ryoki Inoue são de tirar o fôlego. Como os eventos ocorrem em minutos e dias, Ryoki faz os batimentos cardíacos dos leitores aumentarem. É difícil interromper a leitura por causa da narração que acontece como num filme, como no bom cinema americano com todos os ingredientes repletos de sexo, corrupção, violência, política, espionagem e um final surpreendente. Ryoki é o Pelé da literatura.” Alexandre Garcia, no prefácio do milésimo livro escrito por Ryoki Inoue

quinta-feira, abril 19, 2007

O livro dentro do livro/1
Uma Janela em Copacabana & A Dama-Fantasma


No livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza, Uma janela em Copacabana, na página 23, Delegado Espinosa se interessa pelo livro de Cornell Woolrich:

“As duas horas seguintes foram dedicadas a examinar um livro que viera junto com algumas centenas de outros herdados da avó, e que na época lhe despertara especial atenção. De tempos em tempos a avó tinha necessidade de se livrar de parte dos milhares de livros que guardava empilhados em dois cômodos do seu apartamento, e o destino desse refugo era o apartamento do neto, que herdara dela o hábito de empilhar livros. O estilo de cada um era diferente: pilhas anárquicas, ela; pilhas ordenadas junto à parede, ele. Em comum, tinha o desprezo por estantes. Gostara do título Phantom Lady e da encadernação em perfeito estado, apesar da edição de 1942. Seu conhecimento de língua inglesa era sofrível, melhor para leitura do que para conversação. Não conhecia o autor, William Irish, até saber, pela orelha de outro livro, que William Irish era pseudônimo de Cornell Woolrich. Gostou do título do primeiro capítulo, 'O centésimo qüinquagésimo dia antes da execução'. Achou que um autor que começava um livro anunciando que alguém seria executado dentro de cento e cinqüenta dias, e cujos capítulos seguintes eram nomeados em ordem decrescente até 'Um dia, depois da execução', devia ser lido.”

Uma indicação do Delegado Espinosa não tem como não seguir!

terça-feira, abril 10, 2007

por dentro do crime?


quando, por casualidade ou indicação de amigos (ou inimigos), o livro "por dentro do crime" de márcio christino cair em suas calejadas mãos siga as seguintes instruções:
primeiro: esqueça a imagem da capa; segundo: ignore os textos de quarta capa e das orelhas e terceiro: apague o subtítulo.
pronto: você está preparado para ler.

traduzindo: o livro é bom demais. a capa não tem nada a ver. o subtítulo diminui e restrige o impacto e força do texto; os textos de orelha e quarta capa espantam o leitor.
se o livro tivesse a cara da companhia das letras seria outra coisa, enfim um livro brasileiro que merece e deve ser lido.

segunda-feira, abril 02, 2007

Desumano



Olívia é uma moça jovem. Estudante de Letras da USP e escritora de um blog de grande audiência, o forsit. Representante da nova geração de escritores.

Talento que, para nossa sorte, escolheu trilhar suas primeiras letras impressas pela literatura policial.

No seu livro de estréia, Desumano, o protagonista é Márcio. Também jovem e estudante da USP. Mas, com um talento um pouco diferente das letras.

Na trama ele deve descobrir quem foi que matou sua mãe e por que. Só que antes vai ter que provar que não foi ele mesmo. Na fuga, driblando o cerco da polícia, ele conta com a ajuda de Luisa, uma moça curiosa e simpática prostituta.

Destaque para a Vila Madalena, bairro de classe média de São Paulo que acaba se transformando em uma espécie de personagem da trama. Seus charmosos e às vezes sinistros becos e ladeiras escondem segredos cuja revelação poderá custar caro.

O final não chega a surpreender, mas tem um impacto, no mínimo, perturbador. E isso já vale a investida.

Um conto que virou livro e que talvez renda até um segundo capítulo...

Abraços criminais,