terça-feira, dezembro 04, 2007

Lançamento


(fonte: PublishNews - 04/12/2007)

Com ares de romance policial e um repórter como protagonista, O código dos justos, do jornalista inglês Jonathan Freedland (nome verdadeiro de Sam Bourne), mostra que nem toda trama conspiratória com fundo religioso precisa ser sem imaginação. O livro conta a história de dois assassinatos em extremos opostos dos Estados Unidos: um nas ruas do submundo de Nova York, o outro nas matas de Montana. Uma série de assassinatos em cada canto do globo, das superpovoadas favelas da Índia às prístinas praias da Cidade do Cabo. Não pode haver uma ligação entre eles. Pelo menos é o que acredita Will Monroe, um jovem repórter do New York Times, até a manhã em que sua mulher é seqüestrada. Os que a mantêm em cativeiro parecem dispostos a matá-la sem hesitação.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Entrevista com Tony Bellotto

Em entrevista realizada em Curitiba, Tony Bellotto fala sobre violência e seu último livro Os insones, e também sobre as diferenças entre fazer música e fazer literatura.





segunda-feira, novembro 26, 2007

Lançamento

Sujeitos, elementos e magarefes, leitores de plantão:

Em breve estará disponível Lemniscata, livro de estréia de Pedro Drummond, a ser lançado pela editora Objetiva em dezembro.

O enredo bem humorado e com final surpreendente trata de Daniel Dorff, um pesquisador canadense que se torna o pivô de um grande mistério envolvendo sua família. Christian, seu irmão mais velho, professor da Universidade de Toronto, é preso sob a identidade de outro homem e recebe uma séria ameaça. A preocupação maior de Christian agora é proteger sua sobrinha Lorena, que está correndo perigo.

O livro é um autêntico thriller. O gênero ainda engatinha no Brasil, apesar de os leitores brasileiros serem grandes admiradores das aventuras norte-americanas. É de gente como Pedro Drummond e A.J. Barros (autor de Conceito Zero) que precisamos para criar raízes para o thriller tupiniquim.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Tiago Novaes na Mostra Sesc de Artes

Convite feito à LivrariadoCrime pelo amigo e autor Tiago Novaes, que estendo a vocês:

"Amigos,

Gostaria de convidá-los a participar de La culpa la tiene Niemeyer: a última trilha de J. F., um projeto que realizei em parceria com os grupos Bineural Monokultur e Difusa Fronteira, e que faz parte da Mostra SESC de Artes: Circulações.

Trata-se de um audiotour ficcional - uma narrativa policial onde os ouvintes/participantes circulam por espaços no centro da cidade - que sairá do SESC Consolação por duas semanas, todos os dias, a partir da 2a. feira (dia 19).

Para ouvir o poema-trailer que escrevi para o audiotour, em leitura de Vanessa Bruno do CPT, clique aqui.

Mais informações: site do SESC ou o meu blog.

SESC Consolação
R$ 10,00; R$ 5,00 (usuário matriculado); R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
De 19/11 a 01/12. Segunda a sexta, 11h às 17h; Sábado, 9h às 12h (exceto feriados).
Saídas individuais a cada 10min. (o roteiro completo tem cerca de 60min.)"

Tiago Novaes é o autor do excelente Estado vegetativo, publicado pela Callis. Quem não leu, leia. Quem já leu, vá à Mostra. Compareçam, prestigiem!!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Espinosa na Bravo!

Saiu na revista Bravo! do mês de novembro um artigo sobre o lançamento do novo livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza, "Na multidão". É curto, mas vale a pena conferir.

Na esteira dessa matéria, a revista organizará um debate sobre literatura policial entre Garcia-Roza e Tony Bellotto, mediado pelo jornalista Paulo Moreira Leite. Será amanhã, às 19h, na Fnac Pinheiros.

terça-feira, outubro 30, 2007

De Niro e Pacino, de novo

Robert De Niro e Al Pacino estão em Nova York para filmar o longa Righteous Kill, dirigido por Jon Avnet. O filme traz dois investigadores de polícia veteranos às voltas com um serial killer que escreve poemas sobre os assassinatos que comete, deixando-os na cena do crime.

Para quem não se lembra, os megastars têm dois filmes em comum no currículo.

O primeiro é O poderoso chefão 2 (The Godfather: part II), de 1974. Embora não tenham contracenado juntos, a saga dos Corleone não seria a mesma sem a magistral interpretação de De Niro, como o jovem Vito, e Al Pacino, retratado como seu filho Michael anos depois.

O outro é Fogo contra fogo (Heat), de 1995. Na época do lançamento desse filme, muito se falou sobre aquele que seria o primeiro em que De Niro e Pacino dividiriam a mesma cena, mas o resultado foi um pouco decepcionante para os fãs. Se eu bem me lembro, há apenas uma seqüência ou duas em que os dois atores realmente contracenam juntos.

Anyway, Righteous Kill trará Robert De Niro e Al Pacino já sessentões e, talvez por isso mesmo, mais dispostos a finalmente presentearem os cinéfilos com uma bela parceria.

E.T.: Jon Avnet é produtor de mais de 50 filmes, mas dirigiu apenas pouco mais de 10. Entre eles, o sensível Tomates verdes fritos (Fried Green Tomatoes), de 1991, e o bonitinho Íntimo e pessoal (Up Close & Personal), de 1996. Resta saber se ele conseguirá cumprir a difícil missão de contemporizar os nada humildes egos de seus protagonistas.

Rubem Fonseca na Época

A revista Época destaca o livro O romance morreu, de Rubem Fonseca, como o livro da semana. Vale a pena conferir a resenha nas bancas, ou aqui (se você for assinante do Globo.com), nem que seja para ver as fotos do recluso escritor, em uma recente viagem que fez por Israel.

Para saber mais, visite o blog do mestre no Portal Literal.

terça-feira, outubro 23, 2007

Lehane na Mostra

Começou a 31a. Mostra Internacional de Cinema. Para os fãs de Dennis Lehane, é a oportunidade de ver o filme Medo da verdade, dirigido por Ben Affleck e inspirado no livro Gone Baby Gone, de 1998.

Fique de olho nas sessões programadas;

Dia 25/10 - 18h40 - Espaço Unibanco 3
Dia 30/10 - 21h10 - Cinemark Shopping Eldorado
Dia 31/10 - 22h40 - Unibanco Arteplex 1

Bom filme!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Charlie Chan DVD Collection




Os fãs de Charlie Chan agora têm motivos de sobra para matar saudades do excêntrico detetive criado por Earl Derr Biggers: suas histórias poderão ser vistas na coleção de DVDs lançados pela Continental e disponíveis na LivrariadoCrime.

Para quem ainda não teve oportunidade de conhecê-lo, não perca essa chance.

Charlie Chan é um chinês baixo, gorducho e de ombros largos, ex-sargento-detetive da polícia de Honolulu.
Charlie Chan se considera um estudioso da natureza humana. Acha que o importante é conhecer o comportamento humano, e que esse é o caminho para descobrir os criminosos, chegando mesmo a duvidar da ciência como auxiliar da investigação. Apesar disso, é um especialista em impressões digitais.
Tem uma família numerosa de 11 filhos, que freqüentemente o ajuda a desvendar os crimes.

Charlie Chan usa e abusa de metáforas e provérbios chineses. Na maior parte das vezes ele não informa se está citando um provérbio ou se a frase é de sua autoria.

Pequena lista de provérbios chineses proferidos por Charlie Chan:
- Aquele que cavalga o tigre não pode apear-se.
- Água lodosa remexida imprudentemente torna-se ainda mais turva. Deixada em repouso, clareia por si.
- Está sempre mais escuro debaixo da lâmpada.
- Um homem prudente, sabendo que está em perigo, não pára para amarrar os sapatos no meio do caminho.
- Tartaruga que entra em casa pela retaguarda acaba por se instalar à cabeceira da mesa.
- A morte é o camelo preto que se ajoelha à porta de qualquer um, sem ser chamado.

Seleção de ”pérolas” de Charle Chan:
- As futilidades, às vezes, desabrocham num grande ramo cheio de sentido.
- Esta visita imprimirá uma marca deslumbrante no rolo da minha memória.
- As nossas provas são tão turvas como flores na água estagnada de um vaso.
- Os olhos mais brilhantes são às vezes cegos.
- Quanto mais forte é o trovão, mais fraca é a chuva.
- Navio com muitos pilotos nunca chega ao porto.
- Uma boa palavra rude fere como seis meses de frio.
- O hóspede que demora demais deteriora-se como o peixe passado.
- Uma longa viagem de alguns milhares de milhas começa sempre por um simples passo.
- Quando uma árvore cai a sombra desaparece.
- Quem corre com a consciência leve, redobra a velocidade.
- O tambor que produz mais ruído está cheio de vento.
- Mesmo um pêssego que cresce na sombra acaba por amadurecer.
- Rosas do próprio jardim nunca cheiram como as do jardim alheio.
- Suspeitar é barato, mas ter suspeita errada sai caro.
- O ovos não devem dançar com as pedras.
- Príncipes têm censores, pais têm filhos.

Charlie Chan é um personagem que se pode, no mínimo, considerar exótico: pelo local onde vive, pela família, pela linguagem e pelas atitudes.

Vale a pena conhecer.

quarta-feira, julho 25, 2007

Rosario Tijeras



O 2º Festival de Cinema Latino-americano começou muito bem para aqueles que gostam de um bom policial. Na sempre agradável Cinemateca Brasileira, o público paulistano teve a oportunidade de rever (já havia sido exibido na penúltima mostra de cinema de São Paulo) um grande filme do mexicano Emillio Maillé, o longa Rosario Tijeras.
Baseado em título homônimo (vencedor do Prêmio Dashiell Hammett de melhor romance policial de 2000) do colombiano Jorge Franco, o filme conta a história da personagem que lhe dá o nome. Linda, prostituta, de forte personalidade, religiosa fervorosa e matadora de aluguel.



Tijeras (tesouras em português) foi uma "homenagem" à moça que, quando menina, se vingou com as tesouras de costura de sua mãe do cara que a estuprou. Cresceu e tornou-se uma das mais temidas e desejadas sicárias da Medellín da cocaína e de Pablo Escobar. Uma mulher de vida sofrida, de luta, que não se entrega e não se intimida. Rosario mata e ama com a mesma intensidade. A ponto de sempre beijar suas vítimas antes de matá-las à queima roupa.
Estamos em 1989, auge do poder dos cartéis, e a cocaína rola solta na cidade levando aos mesmos ambientes personagens das mais variadas classes sociais. Numa destas festas do tráfico, Rosário envolve-se com Emilio e Antonio, amigos de infância e de classe mais abastada. Os dois ficam fascinados por Rosário e - cada um a seu modo - vão tentando desvendar seus segredos, seus dramas e seus mistérios.
Pode parecer que a trama serviria a qualquer outra grande cidade latino-americana. Mas, como bem ressaltou o diretor do filme, talvez nenhuma delas se configurasse em cenário tão perfeito como a bela e caótica Medellín. Nenhuma outra seria a casa de Rosario Tijeras.
O filme provavelmente nem entre em circuito nacional, mas o livro já está aí. Grande pedida.

Abraços criminais,

sábado, julho 21, 2007

Boletim de ocorrências - especial FLIP/julho2007

Crime e castigo, realidade e violência na V FLIP
Bia Nunes de Sousa / julho 2007
Especial para LivrariadoCrime

Entre os dias 4 e 8 de julho realizou-se a V Festa Literária Internacional de Paraty, com a presença de mais de 70 escritores e 20 mil visitantes. Para a LivrariadoCrime, o ponto alto da festa foi o debate entre os escritores Dennis Lehane e Guillermo Arriaga. O americano Lehane é autor, entre outros, dos excelentes Um drink antes da guerra, Apelo às trevas e Paciente 67. Seus livros também já foram adaptados para o cinema por gente como Clint Eastwood, com Sobre meninos e lobos, e Ben Affleck, com Gone baby, gone. Já o mexicano Arriaga tem dois livros publicados no Brasil – Búfalo da noite e Um doce aroma de morte – e é autor dos roteiros para os filmes Amores brutos, 21 gramas e Babel. Este último rendeu-lhe uma indicação para o Oscar e marcou o fim da parceria com o diretor Alejandro González Iñarritu, fato que Arriaga preferiu não comentar.

Clique aqui e fique por dentro do bate-papo dos autores Dennis Lehane e Guillermo Arriaga presentes na V Flip. Aproveite e participe do sorteio de dois livros autografados por eles.

quarta-feira, julho 18, 2007

Crime da Semana - 17julho2007



Saga Imigrante
Do fim da era dos samurais à violência da São Paulo atual, da repulsa inicial ao estilo de vida do Ocidente aos casamentos miscigenados, Saga é um romance histórico sobre a imigração japonesa no Brasil. Por meio dos dramas e conflitos de quatro gerações de uma família, a trama mescla suspense com uma sensível reflexão sobre as diferenças étnicas e os limites entre tradição e preconceito, além de constituir uma bela introdução à admirável cultura do país do Sol Nascente. saiba mais...

“As histórias dos livros de Ryoki Inoue são de tirar o fôlego. Como os eventos ocorrem em minutos e dias, Ryoki faz os batimentos cardíacos dos leitores aumentarem. É difícil interromper a leitura por causa da narração que acontece como num filme, como no bom cinema americano com todos os ingredientes repletos de sexo, corrupção, violência, política, espionagem e um final surpreendente. Ryoki é o Pelé da literatura.” Alexandre Garcia, no prefácio do milésimo livro escrito por Ryoki Inoue

quinta-feira, julho 12, 2007

Crime da Semana - 11julho2007



O Último Homem em Berlim é uma história excitante sobre sexo, perversão e assassinatos em uma cidade tomada por medo e frenesi em pleno despertar do movimento nazista. Em um lugar onde cabarés lúgubres dominam a noite e maníacos circulam incólumes, somente um homem é capaz de capturar um assassino pervertido. E mesmo ele fica chocado ao descobrir até onde pode chegar a influência da maldade e da política naquela obscura Berlim.Em O Último Homem em Berlim, Gaylord Dold evoca o espetáculo macabro que foi a Berlim de Hitler, Goebbels e Goering. Por meio da riqueza de detalhes meticulosos e de uma habilidosa narrativa, Gaylord criou uma obra que é, ao mesmo tempo, eloqüente e arrepiante até a última página. saiba mais...

"A prosa lírica e estilizada de Dold é de uma qualidade raramente encontrada em qualquer gênero." Publishers Weekly

"Gaylord Dold é um daqueles escritores incansáveis que ajudam a impedir que o gênero se desgaste." New York Times Book Review

quarta-feira, junho 27, 2007

Crime da Semana - 27junho2007



Para ver e para ler Guillermo Arriaga é muito mais conhecido no Brasil como roteirista que como escritor. Afinal, ele criou as histórias de filmes como Babel, 21 gramas, Três enterros e Amores brutos. Tem um porém, entretanto: ele faz questão de se chamar de escritor, pura e simplesmente. O trabalho com roteiros o torna, segundo suas palavras, um "escritor de cinema", pois considera o trabalho criativo para um roteiro ou para um romance, uma tarefa equivalente de produção artística. Arriaga já tem dois romances traduzidos no Brasil, O búfalo da noite, lançado aqui em 2002 pela Gryphus e Um doce aroma de morte, recém-publicado pela mesma editora. Escreveu ainda o romance Esquadrão Guilhotina e a coletânea de contos Retorno 201. Aos 49 anos, é um dos autores mais consagrados da moderna literatura mexicana. Mas, antes, tentou ser pugilista e jogador de futebol. Formou-se pela Universidad Iberoamericana e lecionou ali história da comunicação. saiba mais...
Fonte: Revista Cult (junho/2007)



Guillermo Arriaga e o triunfo da mentiraNa manhã de um domingo muito abafado, Ramón ouve um grito desesperado: garotos descobriram o cadáver da jovem Adela em um campo de cereais. Ao chegar lá, a vida de Ramón toma um novo curso no instante em que ele cobre com sua camisa o corpo nu da morta - o gesto alimenta um boato de que Adela era sua namorada. A partir desse momento, os fatos se desencadeiam irremediavelmente e Ramón, viúvo forçado, se vê obrigado a vingar a morte da jovem. "Mesmo sabendo que se trata de uma mentira, ele passa a conduzir sua existência por meio de um amor inexistente", comenta o mexicano Guillermo Arriaga, autor de Um doce aroma de morte (Gryphus, 172 pp.), que narra o trágico destino de Ramón e Adela. Arriaga é um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty, a já tradicional Flip, que ocorre entre 4 e 8 de julho/2007. saiba mais...
Fonte: O Estado de S. Paulo - por Ubiratan Brasil

quinta-feira, junho 14, 2007

Enquete: qual autor você gostaria de ver reeditado no Brasil?

Ellery Queen?

Edgar Wallace?

Dorothy L. Sayers?

Erle Stanley Gardner?

Leslie Charteris?

J. J. Marric (John Creasey)?

Mickey Spillane?

Earl Derr Biggers?

S. S. Van Dine?

Sax Rohmer?

Clique aqui e responda.

terça-feira, junho 12, 2007

Crime da Semana / 12junho2007



"O estilo Chandler é uma carregada mistura de espiritualidade lacônica e poética que reinventa os ritmos narrativos existentes... Uma prosa que é um dos mais eficientes instrumentos da nossa história literária." (Ross MacDonald)

"Inteligente, cortês, aventureiro, sentimental, cínico e rebelde: assim Chandler criou o derradeiro herói americano." (Robert B. Parker, The New York Times Book Review)

"A prosa de Chandler ergue-se até as alturas de uma involuntária eloqüência, e, em estado de choque, nos damos conta de estar na presença não apenas de um mero contador de histórias, mas de um verdadeiro estilista, um escritor dotado de uma visão." (Joyce Carol Oates)

quinta-feira, junho 07, 2007

Promoção livro + cinema



Lembram do post da semana passada falando do filme Zodíaco que havia sido inspirado no livro de mesmo nome, recém editado pela Editora Novo Conceito? Pois é. A LivrariadoCrime em parceria com a Warner Bros. lançou a promoção: compre o livro Zodíaco e ganhe 2 ingressos para assistir ao filme nos cinemas* (vejam as letras pequenininhas lá embaixo). Mas aproveite e compre logo, pois a promoção é válida até os convites se esgotarem.
O livro está com 10% de desconto (de R$39,90 por 35,91). Sai o mesmo preço que comprar 2 ingressos em muitas salas de cinemas por aí!
Você não vai perder essa, vai?
Aguardamos vocês!

*Convites válidos enquanto o filme estiver em cartaz e apenas de 2ª a 5ª feira, exceto feriados, em qualquer cinema em que o filme estiver sendo exibido exceto o Cinemark do Shopping Iguatemi São Paulo/SP

quarta-feira, maio 30, 2007

Lançamento livro + filme: Zodíaco



A história real da caçada ao serial killer mais misterioso dos Estados Unidos.
Aterrorizando a cidade de San Francisco desde 1968, o serial killer Zodíaco, em cartas cheias de escárnio enviadas aos jornais, escondia pistas sobre sua identidade e usava astuciosas mensagens criptografadas que desafiavam as maiores mentes decifradoras de código da CIA, do FBI e da NSA. Nessa época, o autor, Robert Graysmith, era o cartunista de política do maior jornal do norte da Califórnia, o San Francisco Chronicle, de forma que estava lá quando cada uma das cartas criptografadas, cada mensagem codificada, cada farrapo de roupa ensangüentada das vítimas chegou à redação. Esta é a história real de uma caçada que se estende por mais de duas décadas e que ainda persiste. Ao longo dos anos, apenas fragmentos das cartas do Zodíaco foram revelados pela polícia ou reproduzidos e reimpressos pelos jornais. Neste livro, pela primeira vez, está cada palavra que o Zodíaco escreveu à polícia. Magia, ameaças de morte, criptogramas, um assassino encapuzado e ainda procurado, investigadores dedicados e um misterioso homem que é visto por todos e é desconhecido de todos são partes do mistério do Zodíaco, uma história horripilante baseada nos arquivos policiais de um dos mais intrigantes crimes sem solução na história dos Estados Unidos.

O filme, do mesmo diretor de "Se7en" e "Clube da Luta", estréia em circuito nacional 1º de junho de 2007: http://wwws.br.warnerbros.com/zodiac/

Veja o trailer:

segunda-feira, maio 28, 2007

Crime da Semana / 22maio2007



Em terra sem crime, escritor de policiais é rei
A ficção policial encontra sempre um lugar de destaque nas livrarias de Estocolmo, na Suécia. Em algumas delas, existem basicamente três seções: ficção, não-ficção e "deckare", como a ficção policial é chamada por aqui. E não são apenas escritores estrangeiros. Autores suecos de literatura policial proliferam pelas estantes nórdicas, alguns com grande sucesso no exterior ou nas telas de cinema. É o caso, por exemplo, de Henning Mankell, que o público brasileiro pode conferir em A Leoa Branca, Assassinos Sem Rosto, Os Cães de Riga e O Homem que sorria, todos publicados pela Cia. das Letras. Outro autor importante é Håkan Nesser ("å" pronuncia-se como "ó" em português), cuja obra A Rede, a editora Objetiva lançou no ano passado no Brasil. Não deixa de ser interessante que um país que apresenta uma das menores taxas de criminalidade do mundo valorize tanto literatura policial. Enquanto os jornais locais são obrigados a dar destaque a crimes como o roubo de carrinhos de bebês (sem os bebês, claro!), a literatura policial sueca pode viajar em crimes mais "hediondos". Segundo o editor de uma importante casa editorial sueca, "é melhor escrever sobre o crime do que praticá-lo". Difícil discordar. (Fonte: PublishNews - por Carlo Carrenho, de Estocolmo)

terça-feira, maio 15, 2007

O Relógio - Quentin Tarantino
Tradução de Alves Calado

Oi, rapazinho. Garoto, ouvi falar um bocado de você.
Veja só, fui muito amigo do seu pai. Ficamos mais de cinco anos juntos naquele buraco do inferno em Hanói.
Espero que você nunca tenha uma experiência assim. Mas quando dois sujeitos estão numa situação igual à que seu pai e eu vivemos, durante o tempo em que vivemos, a gente assume algumas responsabilidades pelo outro.
Se fosse eu que não tivesse sobrevivido, seu pai estaria falando agora com meu filho, Jim. Mas do jeito que a coisa aconteceu, sou eu que estou falando com você, Butch.
Tenho uma coisa para você.
Esse relógio aqui foi comprado pelo seu bisavô. Foi comprado durante a Primeira Guerra Mundial, numa lojinha de Knoxville, Tennessee.
Foi comprado pelo soldado de infantaria Ernie Coolidge no dia em que ele foi para Paris. Era o relógio de guerra do seu bisavô, feito pela primeira empresa que fabricou relógios de pulso. Veja só, até então as pessoas só usavam relógios de bolso.
Seu bisavô usou o relógio durante todos os dias em que esteve na guerra. Depois, quando terminou o tempo de serviço, ele foi para casa, para a sua bisavó, tirou o relógio do pulso e colocou numa velha lata de café.
E o relógio ficou naquela lata até que seu avô Dane Coolidge foi convocado pelo país para atravessar o oceano e lutar mais uma vez contra os alemães. Dessa vez, deram o nome de Segunda Guerra Mundial. Seu bisavô presenteou o relógio ao seu avô, para dar boa sorte.
Infelizmente a sorte de Dane não foi tão boa quanto a do pai. Seu avô era fuzileiro e foi morto com todos os outros fuzileiros na Batalha de Wake Island.
Seu avô estava diante da morte e sabia disso. Nenhum dos rapazes tinha qualquer ilusão de que deixaria vivo aquela ilha.
Por isso, três dias antes de os japoneses ocuparem a ilha, seu avô, que estava com vinte e dois anos, pediu que um artilheiro chamado Winocki, que trabalhava num avião de transporte da Força Aérea e que ele nunca encontrara antes na vida, entregasse o relógio de ouro ao filho bebê, que ele nunca vira em carne e osso.
Três dias depois seu avô foi morto.
Mas Winocki manteve a palavra. Quando a guerra terminou, ele fez uma visita à sua avó e entregou o relógio de ouro ao seu pai, que era um bebê. Este relógio.
Este relógio estava no pulso do seu pai quando ele recebeu um tiro em Hanói. Ele foi capturado e posto num campo de prisioneiros no Vietnã.
Bom, seu pai sabia que se os vietcongues vissem o relógio ele seria confiscado. Seu pai achava que o relógio era seu, por direito de nascença. E ele não admitiria que nenhum cabeça-de-bagre pusesse as mãos amarelas e sujas no que era de seu menino por direito de nascença.
Por isso escondeu-o no único lugar onde poderia esconder alguma coisa. No cu.
Durante cinco longos anos ele usou este relógio no cu. E quando morreu de disenteria, me deu o relógio. Eu escondi esse pedaço de metal desconfortável no meu cu durante dois anos. E então, depois de sete anos como prisioneiro, fui mandado para casa e para minha família.
E agora, rapazinho, eu lhe entrego o relógio.




Esse conto faz parte de uma antologia editada por Peter Haining: Noir Americano. Além de Quentin Tarantino, o livro traz contos de James Ellroy, Mickey Spillane, Samuel Fuller, Stephen King e muitos outros mestres da literatura policial divididos em 3 partes:




1. Detetives durões: Casos de Detetives Particulares
Canção tórrida de James Ellroy
O Feitiço do Egito de Carroll John Daly
Incêndio criminoso e mais alguma coisa... de Dashiell Hammett
O homem que gostava de cães de Raymond Chandler
A cabeça do morto de Robert Leslie Bellem
A andorinha cantora de Ross Macdonald
2. Tiras e Agentes: Histórias de Homens da Lei
A caçada a Hemingway de MacKinlay Kantor
Morta de pé de Cornell Woolrich
Bom trabalho de Peter Cheyney
A dama diz morra! de Mickey Spillane
Registro de acidente de Ed McBain
Saideira de Elmore Leonard
3. Gângsteres: Contos da Fraternidade Criminal
A carona de W. R. Burnett
Pastoral de James M. Cain
O círculo mortal de Samuel Fuller
Pense nisso de James Hadley Chase
Um cadáver metido a esperto de David Goodis
Dinheiro Fácil de Jim Thompson
O quinto pedaço de Stephen King
O relógio de Quentin Tarantino