Caso perdido, de Carl Hiassen

Tagger, fã de carteirinha da velha banda, não se contenta em digitar um simples necrológio e resolve ir fundo no caso Stoma, onde fareja crime em estado puro e a possibilidade de reerguer sua combalida carreira jornalística.
O caminho para chegar aos fatos é cheio de ciladas, e várias vezes Tagger tem de usar os punhos para se safar das mais inesperadas agressões. E não só os punhos: um lagarto morto e congelado, por exemplo, mostrará sua eficácia como arma no combate a seus violentos oponentes. Outro empecilho nas investigações de Jack Tagger é sua bela e jovem editora, que não larga do seu pé e, eventualmente, também do seu coração. Está montada a equação para mais uma deliciosa e empolgante aventura tipicamente hiaaseniana.
Morte e julgamento, de Donna Leon

O comissário Guido Brunetti, da polícia de Veneza, tem estado um pouco estranho ultimamente, enojado com a infiltração generalizada de criminosos na sociedade italiana; mesmo assim segue investigando seus casos e tentando criar os filhos da melhor forma possível.
A vítima da vez é Carlo Trevisan, eminente advogado local, com clientes entre os ricos e poderosos. O que a investigação revela, entretanto, é uma rede de corrupção complexa e perigosa, cujas raízes se estendem para além do que o comissário havia imaginado. Como os canais de Veneza, cenário da trama, que escondem uma teia de conexões ocultas e freqüentemente malcheirosas, as relações entre os mortos - plural, porque rapidamente aparecem mais cadáveres - apontam para um imbróglio de violência, crimes e crueldade muito mais amplo e aterrador do que o assassinato inicial podia indicar.
Se, mesmo embotado pelos escândalos do governo, Brunetti se mantinha um policial dedicado, quando o horror que investiga atinge sua própria família, ele toma como questão pessoal esclarecer o crime.

Previsão de lançamento: 29 de janeiro
O detetive Derek Strange e seu parceiro Terry Quinn percorrem novamente os labirintos da periferia de Washington atrás de uma garota aliciada para a prostituição e dos assassinos de um menino do time de futebol americano organizado por Strange.
A grande arte, de Rubem Fonseca (edição de bolso)

Apenas a letra P, traçada a ponta de faca no rosto de uma prostituta assassinada. "Não haveria impressões digitais, testemunhas, quaisquer indícios que o identificassem. Apenas sua caligrafia."Para decifrar essa escrita perversa, o advogado Mandrake - um dos grandes personagens da nossa literatura contemporânea - lança-se em uma frenética aventura pelo lado sombrio da metrópole, enquanto, de mão em mão, as facas cumprem sua faina silenciosa e mortal.
A grande arte, publicado originalmente no final de 1983, permaneceu durante meses na lista dos livros mais vendidos do Brasil. A crítica, que já tinha os contos de Rubem Fonseca em alta consideração, acolheu o romance com entusiasmo, tanto no Brasil como no exterior.
A grande arte virou filme de Walter Salles em 1991, com roteiro baseado no romance de Rubem Fonseca.
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